Mojubá, irmãos e irmãs. A bênção de todos!

A título de esclarecimento sobre a “Cabeça de Benim” que compartilhei anteriormente:

Minha pesquisa é profundamente enraizada no convívio com uma família tradicional de artesãos em Òṣogbo, cidade nigeriana considerada um dos berços vivos da arte da fundição de bronze por cera perdida. Esta técnica milenar é transmitida oralmente, de geração em geração, e envolve um processo de criação que é tão técnico quanto espiritual.

Esta mesma família domina, com rara excelência, o conhecimento sobre o acervo conhecido mundialmente como “Bronzes de Benim”. Em particular, a cabeça que mencionei — associada por estudiosos e colecionadores internacionais à deusa Òṣun — carrega em seus traços códigos estéticos e simbólicos que, mesmo fora de um contexto estritamente religioso, evocam o feminino sagrado, a realeza espiritual e a ancestralidade das mulheres divinizadas.

🔍 É importante frisar: meu trabalho é orientado pelas técnicas e valores ensinados por essa linhagem de mestres fundidores de Òṣogbo, com quem mantenho uma relação de amizade, aprendizado e profundo respeito. A minha inspiração está nas formas, processos e simbologias impressas na matéria do bronze — seja ela associada a cultos, histórias ou manifestações do povo yorùbá.

📿 Como artista, designer e também devoto de Òṣun, assumo minha liberdade de releitura simbólica. Faço isso com reverência, não como apropriação, mas como extensão de um legado vivo. A joia que crio não é cópia: é transmutação. É um gesto ancestral que se renova no tempo.

Assim, o que proponho com minhas peças — especialmente aquelas inspiradas em bustos e elementos sagrados — é uma expressão estética e espiritual afrocentrada, que ecoa a tradição e, ao mesmo tempo, se comunica com o presente.

Por isso, escolhi Òṣogbo como raiz da minha arte. E agradeço profundamente a todos que compreendem minha produção como uma vertente humilde, porém honesta, da multiplicidade de vozes que compõem a rica tapeçaria da cultura africana e afro-diaspórica.

Ire o. 

Por Cláudio Trevizzo

O Filho das Águas.

Irê ô!

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Ọ̀ṣun é viva , Ọ̀ṣun é vida, Ọ̀ṣun traz sorte!  👑💛👑

ORE yèyé O!

Mo Júbà Iyami Ọ̀ṣun 💛

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